Pouco se conhece sobre a tecnologia que está revolucionando a segurança dos motociclistas. Os airbags para motos protegem os órgãos vitais localizados no pescoço, tórax e abdômen e demonstraram reduzir de forma disruptiva o risco de morrer em um acidente de motocicleta.
Desde 1980, os sistemas de airbag em automóveis salvam anualmente milhões de vidas. Essa tecnologia já está sendo amplamente usada por motociclistas. De fato, o primeiro conceito de uma roupa com airbag para veículos de duas rodas foi patenteado em 1915, e desde então foram registradas mais de 700 patentes similares.
Os airbags para moto são sistemas pneumáticos que ficam ocultos no interior de roupas convencionais de motociclismo, inflam-se automaticamente durante o acidente e protegem os órgãos vitais localizados no pescoço, tórax e abdômen.
Existe apenas uma norma técnica aceita pela comunidade europeia para avaliar a qualidade e a idoneidade dos airbags para motos de ativação mecânica: a EN-1621-4. Ela avalia aspectos como absorção de energia de impactos, velocidade de ativação, confiabilidade do sistema de ativação e zonas de cobertura, entre outros. De acordo com o nível de absorção de energia, os airbags são classificados como nível 1 e nível 2 — este último com maior segurança.
Existem no mercado airbags de ativação eletrônica, que ainda não contam com uma norma de certificação devido aos problemas de confiabilidade causados por falsas ativações. Esses airbags eletrônicos são de uso obrigatório em competições como o MotoGP graças à sua alta velocidade de ativação.
Atualmente, os sistemas mais vendidos são os de ativação mecânica, por sua simplicidade, baixo custo e por serem altamente reutilizáveis, enquanto os sistemas de ativação eletrônica são mais comuns em competições de motociclismo.
A Associação Nacional de Empresas do Setor das Duas Rodas da Espanha (ANESDOR) fez um catálogo dos produtos no mercado, disponível para download neste link: https://airbag.anesdor.com/catalogo/. Deste catálogo, podem-se tirar várias conclusões:
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Apenas 3 marcas demonstram ter seus produtos certificados sob a norma europeia EN-1621-4: AIROBAG, HIT-AIR e MOTOAIRBAG.
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Existem produtos não certificados de fabricação chinesa que são comercializados a 80 dólares no ALIBABA e geralmente são remarcados e vendidos a 3 ou 4 vezes o preço original com marcas diferentes.
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Existem muitos airbags eletrônicos no mercado que dizem ser certificados pelo protocolo CRITT. Esse protocolo tem um limiar de força residual de 24 kN (quilonewton), enquanto a norma EN-1621-4 exige 2,5 kN de força residual — o que demonstra a enorme diferença de exigência.
Apesar de os airbags para moto serem uma tecnologia relativamente nova, os produtos de má qualidade sem nenhuma certificação vêm se popularizando. Antes de adquirir um sistema de airbag para moto, recomenda-se verificar a tríade da segurança (norma + laboratório + documento): primeiro, verificar que a norma de certificação seja a correta, ou seja, a EN-1621-4; segundo, verificar que a certificação seja emitida por um laboratório confiável; e, por último, exigir o documento de certificação e verificar sua originalidade.
Um capacete certificado com a norma ECE-22.06 e um airbag certificado com a norma EN-1621-4 fazem a diferença entre a vida e a morte em caso de acidente de moto. Usar um equipamento com certificação falsa pode custar a sua vida.


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O acidente de moto: um problema que tem solução
Análise comparativa de airbags para motociclistas